Monday, April 18, 2011

Walden

O fim de semana passou rapidissimo. E na mesma velocidade terminei de ler Walden. Não porque tenha me desinteressado tampouco porque tenha me deslumbrado. É estranho dizer mas, gostei do livro, mas não de todo ele. Em alguns momentos me pareceu demasidadamente prolixo. E surpreendentemente gostei mais dos momentos que ele começava a fazer um verdaeiro sermão. Fosse para defender a leitura dos clássicos ou fosse para atacar quem se alimenta como glutão. Pareceu-me mistico e um verdaeiro filosofo ou sei lá, um mestre de sabedoria do oriente. Amei as citações de sábios, dos Vedas. O livro é simples assim: "repleto de citações e aforismos. Remete a Gregos e Latinos, e vai referendo contistas chineses ou poetas persas um tanto obscuros, em meio a frequentes recaídas paroquiais e rasgos doutrinários." Adorei a loucura de construir a própria casa em 6 metros quadrados e lá viver em frente ao lago, sozinho, não solitário, com todo tempo livre do mundo, como bicho do mato. Como escreveu Bueno: Thoureau soava como o arauto do individualismo intransigente e da liberdade pessoal quase refratária. Identifiquei-me com qualidade negativa da postura do Thoureau: ele sempre via a falha no pensamento alheio. Impressionou-me o apendice do livro em que Ralph Emerson traça o perfil interessantíssimo do autor. Mesmo assim, ficou faltando algo. Muito boas as colocações do Eduardo Bueno na apresentação da obra.
Merece reprodução porque é exatamente o que e como penso.
"Com efeito, em tempos de discurso ecológico lustroso mas vazio - de supostas preocupações com "desenvolvimento sustentável" anunciadas por conglomerados que , enquanto puderam, destruiram tudo a seu redor; de comerciais de veículos ecológicos 4X4 patrolando dunas e riachos; de aventuras na natureza programadas para executivos estressados em busca de um novo "modelo de gestão", de ecovilas, eco sports e eco resorts; em tempo de roupas esportivas trajadas por turistas, mesmo que estejam apenas subindo a torre Eiffel de elevador ou voando em jatinhos para alguma ruína maia - , Thoreau haveria de odiar e trataria de afrontar, a maioria dos que dizem seus admiradores... A voz que ele fez soar em Walden não foi abafada pela cacofonia das palavras ocas"
Enfim, o cara simplesmente previu o advento de um consumismo viciante e vicioso.
O ridículo e pesado de tudo isso é que ao mesmo tempo em que devorava o livro, gastei uns bons $$ na virada cultural. E pra completar tombei de joelho na Paulista. Precisamente na saída da estação brigadeiro. Meras escoriações na superfíce dos joelhos e nada digno de nota; não fosse as escoriação bem mais profunda no meu modo de pensar em relação ao consumo que ficou depois da reflexão sobre Walden - a vida nos Bosques ou depois da triste cena de um atropelamento bem ali no viaduto do chá. E eu nem sei se foi extamente isso.

Thursday, April 14, 2011

O Direito do Calar

Ontem terminei de ler Coisas da vida. Como o assunto anterior foi ... por que abri minha boca? A outra crônica que me chamou a atenção foi "o direito de Calar".

Bom, depois da overdose Martha, os próximos dias serão dedicados ao H.D. Thoreau. Walden.


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O Direito de Calar

“Você tem o direito de permanecer calado, tudo o que disser poderá ser utilizado contra você“. Não e exatamente isso, mas e algo assim que os policiais dizem ao prender um suspeito, ao menos nos filmes americanos. O melhor a fazer e não dar um “ai“ e telefonar logo para o advogado pedindo instruções.
Essa advertência e dada apenas no momento em que se esta prendendo alguém, o que e uma discriminação. Nos que em principio não somos suspeitos de cometer crime algum, também deveríamos ser lembrados do nosso direito de ficarmos calados antes de nos pronunciarmos em qualquer ocasião. Eu, por exemplo, não roubo toca fitas, não assalto supermercados, não agrido idoso, mas já cometi uma serie de infrações verbais. Somos todos suspeitos de ter ferido um amigo com nosso sarcasmo, de ter revelado um segredo que nos foi confiado, de ter falado da nossa intimidade com quem não tinha nada haver com a nossa vida. Quem mandou ser bocudo! Tudo o que foi dito num bate papo der bar acaba ganhando status de depoimento e um dia poderá se voltar contra nos. A gente se abre e depois vem alguém e usa nossas próprias declarações para nos acusar.
Dentre os melhores inícios de livros, eu citaria a primeira e impaciente frase: Seu Rosto Amanha de Javier Marías: ”Ninguém nunca deveria contar nada nem fornecer dados nem veicular historias nem fazer com que as pessoas recordem seres que nunca existiram nem pisaram na terra ou cruzaram o mundo, ou que, sim, passaram, mas já estavam meio a salvo no retorcido e inseguro esquecimento”. E o livro prossegue nesta vigorosa e apaixonante defesa do silêncio, por mais contraditório que isso possa SER, pois se não contássemos nada, não existiriam livros.
Palavras salvas, mas também nos deixam vulneráveis. Tudo o que falamos entra pelos ouvidos alheios, e retido numa espécie de caixa forte que será reaberta na hora em que considerarem por bem nos culparem de alguma coisa. Lá estarão, guardadas como prova de delito, nossas inúmeras contradições, as ofensas ditas no calor de uma briga, as promessas de amor que não se cumpriram, os comentários ferinos que fizemos, as inconfidências, os vacilas, o que gaguejamos covardemente e o que enfatizamos aos gritos, nossas farpas confissões, tudo o que confiamos aos outros na esperança de não sermos traídos (e tudo o que dissemos traindo a nos mesmos), os pensamentos que já não pensamos mais, os ideais que não se sustentaram, nossos “palavrões” e nossas medíocres palavrinhas, poucas delas alcançando a comunicação desejada e quase nenhuma chegando perto do que somos de verdade."
MARTHA MEDEIROS

Tuesday, April 12, 2011

Por que eu fui abri a boca?

Essa crônica está no livro da Martha Medeiros que eu estou lendo.

É bem interessante porque sometimes a gente escorrega e ... pronto falei!


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Por que eu fui abri a boca?
Você foi alertada pela sua bisavó, pela sua avó e pela sua mãe: o silêncio é de ouro. Mas não adiantou nada, como não vai adiantar quando você tentar passar esta máxima para sua filha. Mulher tem um certo descontrole verbal, está no nosso DNA. Você sai com as amigas e antes do segundo chope já está quebrando aquele juramento de nunca contar nenhuma novidade antes que ela se confirme. Desobedecendo a si própria, lá está você comentando sobre uma promoção que talvez pinte em novembro, sobre a azaração que rolou e que talvez vire namoro, sobre a viagem à Patagônia que talvez você faça em fevereiro. Não dá para amarrar esta língua dentro da boca?
Menos mal que você está falando do que lhe diz respeito. O estrago começa quando a gente se põe a falar de uma amiga, quando a gente comete uma indiscrição relativa à nossa irmã, quando a gente entrega um segredo que era propriedade privada de outra pessoa. Tudo coisinha à toa, um comentariozinho de nada, fofoquinhas sem importância. Mas que ressaca que bate na manhã seguinte!
Você disse que detestou um filme cujo diretor é um dos seus melhores amigos. Você espalhou que o marido da Fulana é o campeão da grosseria, e manhã compartilharão a mesma mesa numa festa. Você admitiu que não suporta saraus, e já freqüentou vários com o sorriso.
Por que fui abrir a boca? nas orelhas, sua falsa. Você entregou as três plásticas que sua cunhada fez no rosto, e ela pediu tanto que você não contasse. Escapou, ué. Quanta frescura, o que é que tem fazer plástica?
Pra você pode não haver razão nenhuma para segredo, mas se alguém lhe contou algo em confidência, custa fechar a matraca? Não custa, mas nosso voz é rápida no gatilho, não lê as placas de advertência.
Quando vê, já avançou o sinal, já foi, está lá adiante. Rebobinar a fita, impossível. Fica então aquele gostinho azedo na boca de quem não cometeu nenhum pecado grave, mas perdeu uma bela oportunidade de ser elegante. Reza a lenda que chiques são as mulheres que falam pouco. As econômicas. Aquelas que apenas sorriem, enquanto as outras, histéricas, falam todas ao mesmo tempo. Mulheres caladas, controladas, que nunca dizem algo inconveniente. Elas mantêm um ar enigmático. Dão a entender que já passaram pela fase de palpitar sobre tudo. Disseram tudo o que tinham para dizer no divã do analista e, agora, mais maduras, descobriram a arte de escutar. Só dando na cara.
Eu sei, eu sei, puro recalque. E olha que eu nem tenho motivo para isto, no planeta de onde venho sou considerada até bem reservada. Mas, vez que outra empolgou-me e pronto: descambo para a tagarelice.
Com a melhor das intenções, diga-se. Tudo em nome da honestidade. Por que eu falei que não gostava da nova cor do cabelo dela? Porque ela perguntou. Por que eu disse para ele não me ligar nunca mais? Porque naquela hora eu estava tomada de ódio. Mas agora eu quero!
Em nome da honestidade, cometemos algumas indelicadezas e precipitações. Como sofre uma mulher: ela precisa ser autêntica e, ao mesmo tempo, discreta. Ter opinião, mas nunca dizer uma leviandade. Ser sábia, porém nunca imprudente. Na próxima encarnação, não quero vir honesta, nem desonesta. Quero vir muda.
(Martha Medeiros O Globo - 26/09/04)

Monday, April 11, 2011

Você tem medo de dizer eu te amo

Rui Castro hj na Folha - sobre o desenho animado americano Rio
" O que a turma quer? A ararinha-azul abatida a tiros de fuzil ao sobrevoar a Rocinha, ao som da Tati Quebra-Barraco?"

Daqui a alguns anos, você receberá um e-mail. De alguém bem familiar, aliás: basta olhar no espelho. A ideia é programar mensagens para nosso "futuro eu". Imagine você, em 2030, lendo sobre os vovôs Strokes ou aquele dinossauro iPad...
futureme.org

Já vem

AMANDA HOCKING tem 26 anos e dez livros publicados. Em um ano, vendeu 1 milhão de cópias, tornando-se a primeira escritora 100% independente a ficar milionária só com a internet.

Thursday, April 7, 2011

Embromation

Essa aqui eu recebi por e-mail...

A SOLUÇÃO DOS SEUS PROBLEMAS COM REUNIÕES!
Desenvolvimento profissional e pessoal.


PARTE I - SITUAÇÃO:

Você fica driblando o sono em reuniões que sua presença não serve pra nada, e não vê a hora do coffee break chegar para você avançar nas migalhas de biscoitos e café...

-Você dorme durante as reuniões de trabalho?
-Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios?
Aqui tem um método eficaz para combater esse problema: "BUSINESS BINGO" !!!

Como Jogar:
Imprima o quadro que segue antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).

Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite "BINGO"!


Sinergia          Mentalidade        Agregar              Mercado            E-mail
Follow up      Clientes               Benefício             Parceiros           Estratégia
Sistema          Rendimento         Pró-ativo            Business            Custos
Otimização     Foco                  Cash Flow         Em nível de          Recursos
Resultados     Paradigma           Projeto             Implementação        Integrar


Impressionado? Veja o testemunho de vários jogadores satisfeitos:
a. "A reunião já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!";
b. "A minha capacidade para escutar aumentou muito desde que comecei a jogar o Business Bingo";
c. "A atmosfera da última reunião de direção foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa";
d. "O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando "BINGO", pela 3ª vez em uma hora";
e. "Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem!";
f. "Meu chefe achou que eu estava anotando os dados da reunião e ao final da mesma, me parabenizou!!!";
g. "Fiquei tão atento que não dormi em momento algum!".

PARTE II - SITUAÇÃO:

COMO IMPRESSIONAR NAS REUNIÕES QUE REQUEREM SUA PARTICIPAÇÃO ATIVA, PORÉM NINGUÉM VAI PRESTAR MESMO MUITA ATENÇÃO NO QUE VOCÊ VAI FALAR...

-Naquelas reuniões onde seu chefe diz pra você: "Diga a todos sua opinião!";
-Nas situações em que você é pego de surpresa na reunião, pedindo seus comentários e você nem sabe do que estão falando.
- "COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA" ?

A tabela abaixo permite a composição de mil sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha, ou "pulando" de uma para outra).
O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo.
Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!

Programa como falar em público: "TECHINICAL EMBROMATION" !!!
Coluna 1                      Coluna 2                                                 Coluna 3                                                   Coluna 4
Caros colegas,           a execução deste projeto                     nos obriga à análise                           das nossas opções de  desenvolvimento futuro.
Por outro lado,           a complexidade dos estudos efetuados    cumpre um papel essencial          na formulação das nossas metas financeiras e administrativas.
Não podemos esquecer que             a atual estrutura de organização           auxilia a preparação e a estruturação        das atitudes e das atribuições da diretoria.
Do mesmo modo,           o novo modelo estrutural               aqui preconizado            contribui para a correta determinação das novas proposições.
A prática mostra que                          o desenvolvimento de formas distintas de atuação           assume importantes posições               na definição das opções básicas para o sucesso do programa.
Nunca é demais insistir que                   a constante divulgação das informações           f acilita a definição do nosso sistema de formação de quadros.
A experiência mostra que               a consolidação das estruturas                       prejudica a percepção da importância                 das condições apropriadas para os negócios.
É fundamental ressaltar que                      a análise dos diversos resultados                      oferece uma boa oportunidade          de verificação dos índices pretendidos.
O incentivo ao avanço tecnológico,      assim como o início do programa de formação de atitudes          acarreta um processo                      de reformulação das formas de ação.
Assim mesmo,                      a expansão de nossa atividade                  exige precisão e definição              dos conceitos de participação geral

Impressionado? Veja o testemunho de vários usuários satisfeitos:
a. "Ao terminar de falar, fui aplaudido por todos de pé!";
b. "A minha capacidade de falar em público aumentou muito desde que comecei a usar o método Techinical Embromation ";
c. "Meu chefe não prestou atenção mas disse que falei muito bem durante a reunião"
d. "O mais legal foi ouvir antes dos aplausos duas pessoas gritarem BINGO."

born to create drama

Wednesday, April 6, 2011

Aspirações menores e amores maiores, amizades que emperram e amores que decolam, vontade de se esbaldar nas diversões da vida, de ter um trabalho que seja puro prazer e curtição. Saboreie a liberdade, depois você faz novos planos.















Tuesday, April 5, 2011

Robert Caro

By training, Robert Caro is a journalist. By profession, he is a biographer, among the most highly acclaimed living, thanks to his four books—three volumes on [Lyndon] Johnson and a saga about the New York public-works titan Robert Moses. But in his daily life, Caro more resembles a scientist, driven by the principle that you understand something only by observing it, watching it with great concentration and for a long time. In his New York City office, where everything has its particular place, he works long hours, seven days a week, poring through interview transcripts and primary source notes, working slowly and deliberately on books he publishes, on average, once every 10 years. His meticulous routine is sometimes painful, he says, but necessary. Only by gathering as many facts as possible, cataloging them, cross-checking them and sitting with them at great length, can he choose the right words to re-create the past inside his readers' heads. Words matter to Caro. "I have always thought," he told me this winter, "that in nonfiction, the level of the writing has to be as good as any novel if it is going to endure." [...]
"This building used to be filled with writers," Caro says as he lets a visitor into his Manhattan office, two blocks south of Central Park. "They're all gone now. Now it's just me."
Caro receives his own guests here. He has no secretary or bright young assistant to fetch coffee or comb through files. The only person he really trusts with his work is Ina [his wife]; she keeps her own office further uptown. He does not use a computer. He does have a telephone, but its chief virtue, Caro says, is that it "can be turned off." There are seldom knocks on the door. Still, Caro wears a coat and tie to the office each morning so he never forgets when he sits down with his research that he is going to work.
Every inch of the New York office is governed by rules. There are regulations for book placement (general nonfiction on the post–Cold War is farthest from Caro's desk; books on his immediate subject are kept closest) and the stacking of notebooks (new interview subjects, like the JFK speechwriter Theodore Sorensen, sit at the top of the heap, while the oldest interviews, like Johnson's brother, Sam Houston, inhabit the bottom). The western wall contains only a giant outline—20 pages that get Caro from the beginning to the end of each book. "I trained myself to be organized," he explains, pointing almost apologetically at his massive writer's map. "If you're fumbling around trying to remember what notebook has what quote, you can't be in the room with the people you're writing about."
Even Caro's home is governed by a code he created to keep himself productive and sane. The Caros' Upper West Side apartment is filled with books, his collection and hers, but none sit in the dining or living rooms. "When he's at home, he doesn't want to think about his work," Ina explains. Indeed, though they have each devoted their lives to him for more than three decades, the Caros have a policy of not discussing Lyndon Johnson, at dinner or anywhere else. Ina presents her research to Bob in typed reports, which her husband then marks up. "I know what he's looking for without him telling me," she explains. She rarely reads his work until it is in manuscript form.
Jonathan Darman, "The Marathon Man," Newsweek, February 16, 2009
(Thanks to Ryan Holiday.)
via
http://dailyroutines.typepad.com/daily_routines/
O último domingo marcou a partida para uns dias de grande fertilidade e inovação.
Mexa-se! Arregace as mangas e mande bala nos seus projetos importantes. Expandir seu território é só uma parte das possibilidades. Vitórias se seguirão.
O que eu vou fazer com todos os homens aos meus pés? Pisar?"
LIDIA ARATANGY, psicóloga

"Hoje, o mercado dos relacionamentos é desregulamentado. Até o final dos anos 60, cabia ao homem tomar a iniciativa"
FRANCISCO RÜDIGER, sociólogo

O problema disso tudo é que as mulheres até aceitam tomar a iniciativa, mas não aceitam levar um não. 

Favor não confundir a técnica com o efeito.



Preciso começar a meditar todos os dias, durante 15 minutos, por 2 meses.

Como
Com uma técnica específica, autoaplicada, tem que ter uma "âncora" e produzir o relaxamento da lógica.

A ancora é o foco para o qual você dirige sua atenção: a própria respiração, um som ou palavra que se repete, o movimento de vai e vem do abdome, uma imagem fixa.
Toda a atividade mental é levada para esse ponto mínimo. Mas não é feito um esforço para não sair dele.
Ao contrário, a pratica é voltar a esse foco sempre que a mente produzir uma sequência de pensamentos. Esse ir e vir é a meditação. O relaxamento é  não se envolver no fluxo incessante de pensamentos.
A atenção simplesmente volta para a âncora, e a pessoa não tenta analisar, julgar ou ter expectativas, nem mesmo sobre os efeitos que a meditação vai trazer.

Mairores dificuldades 
  • Vencer a preguiça de treinar
  • Confundir a técnica com o efeito. Se você fala para pessoa: "sente lá, relaxe e se sinta no vazio", você está falando dos efeitos. É como dizer: "sente-se no aparelho de musculação e hipertrofie seus músculos", quando o que ela tem que fazer é repetir alguns movimentos usando uma carga determinada.

Efeitos
Com a prática, você ocupa o córtex pré-frontal [área do cérebro ligada ao raciocínio lógico] com a âncora. É preciso um esforço muito grande para fazer isso, o que desregula e "desliga" o córtex.
E é isso que leva a uma série de sensações diferentes, como a de transcender os limites do corpo, já que as áreas responsáveis por processar informações sensoriais e dar orientação espacial diminuem sua atividade.

Fonte: adaptado da entrevista hoje fsp - Roberto Cardoso,autor de "Medicina e Meditação" 


To complete


The Benefits of Meditation Practice for Creatives

It’s important to note that there’s a lot more to meditation practice than simply “boosting your creativity.” If I were to promote meditation as some kind of creative thinking technique, the monks would be rightly appalled – or amused. So the benefits I’m going to describe, while very real, are really side effects of meditation – if you approach meditation looking to “get” any of these things, you’ll probably be disappointed. On the other hand, if you just practice it for its own sake, you may be pleasantly surprised to discover yourself experiencing some or all of the following:

Focus. Concentration is essential to outstanding creative execution and performance. The simple act of focusing on your breathing day after day, will gradually improve your powers of concentration.

Patience. Meditation can be incredibly boring. For once in your life, you’re not trying to do anything or think anything, just sit there and pay attention to your immediate experience. And you will encounter all kinds of resistance to doing it. Zen priest Steve Hagen says, “If you can get past resistance to meditation, nothing else in life will be an obstacle.”

Calmness. At first, you’ll be surprised, maybe even horrified, to discover how busy your mind is – a non-stop stream of mental chatter. But if you stay with it, you should gradually find that your mind settles down as the months go by.

Clarity. Like calmness, this can be gradual and intermittent to begin with. But you are likely to notice moments and even periods of mental clarity, when you see things clearly and your mind is sharper than usual – which makes problem-solving and decision-making easier.

Insight. You’ve probably had the experience of suddenly realizing the solution to a problem, even though you haven’t been consciously thinking of it. Or you may have experienced a moment of inspiration, when a new idea flashes into your mind unbidden. If you’re practicing meditation regularly, expect this to happen more often.

Perspective. When you spend time just being present and observing your breath, thoughts, feelings, and moment-to-moment experience, you start to realize how trivial most of our daily worries really are. Even in the midst of the daily grind, you can let go of the small stuff, and keep the big picture in view.

via 

http://the99percent.com/tips/6314/what-daily-meditation-can-do-for-your-creativity%20yoga
Facebook asks what I’m thinking. Twitter asks what I’m doing. Foursquare asks where I am. The internet has turned into a crazy girlfriend.

Achei tão engraçado que não bastou colocar no Twitter. Vou registrar aqui também.

Monday, April 4, 2011

Corinne Bailey Rae "The Blackest Lily" live on SIRIUS XM



Essa Música Não sai da minha cabeça...
Especialmente quando ela canta: And I could resist but it was hard to ignore


"The Blackest Lily"

I didn't know the day was
I didn't know what the time it was
I didn't know what my heart would do
I was afraid of nothing when you called me on the telephone

I was a creature of appetites
And we played a game that you didn't like
There wasn't nothing that I could do
I can be so bad
I can be so bad
They just took it away and they broke it in two

Colour my heart
Colour my heart
Make it restart
Make it restart
Colour my heart
I want it more than I ever knew

The blackest lily
The blackest pomy
Won't protect my heart from you

You were unnercingly delicate
And I had a weekness for etiquette
You laid a trail that led straight to your door
And I could resist but it was hard to ignore

Colour my heart
Quando os grandalhões viram crianças

Passei o domingo debaixo do Sol. Olhando o lago. Pela manhã, o céu estava encoberto de nuvens, quase cinza. E eu amanheci nesse ritmo acinzetado. Algumas gotinhas d´agua para acordar. E assim seguiram as horas. Corpos tatuados. E adultos que se transformam em crianças: basta uma prancha, e nesse dia, um remo. Stand-up.
Deve ser a força da natureza. Mesmo como observadora que só ousa colocar a ponta dos pés n´agua, senti-me assim mais feliz.
Minha falta de coragem tem uma explicação: foi o medo do mico, do king kong. Lembrei-me da experiência em Geribá. Não consegui ficar de pé na prancha de jeito nenhum. A mesma coisa lá no vale nevado quando da tentativa de esquiar. Sei lá. Meu corpo obedece a lógica da gravidade bola, quer sempre despencar como uma bolinha de gude. Quem sabe sem plateia e sem competição eu não consigo?


Bom, para terminar, só porque eu fiquei olhando o lágo...
Veja só o que os astros me dizem:

Lentamente, suas raízes passarão por um processo sutil de mudança. Netuno entra em Peixes trazendo o desejo por novos mares, e um quê de peregrino ou cigano começa a se agitar em sua alma.

Friday, April 1, 2011

Power of Photojournalism 2/2

Power of Photojournalism 1/2

Pensando em publicar uma crônica?!
http://www.culturanews.com.br/culturaminhacasaenvie.aspx

Who knows...

Lie to me

Pra terminar o dia, não li os jornais de hoje ainda que na noite passada tenha sonhado que isso era o que eu deveria ter feito no começo da manhã. Louco isso não. Trabalhei sem parar. Sem tempo pra blog ou journal.
Pra compesar que ontem virei todo o meu cérebro tentando fazer back up de um DVD. Atrasada e nada tecnológica eu. Porque hoje só se fala em blu-ray e eu aqui nessas gambiarras. Perdendo tempo. Vou conversar com alguém especializado, oras. Surpresa, acho que tenho filme pra assistir até o fim do ano. Sem contar todas as séries que comprei nas útimas semanas.
Paguei um monte de contas e o salário não saiu.
Decidi que sexta-feira é o melhor dia pra vir ao trabalho carregando pouca bagagem. Mas deu tudo errado. Quase 7 horas e eu aqui, sem coragem pra happy hour algum.
Dia da mentira . Minha única decisão: vou assistir " Lie to Me".
E melhor, free...

Thursday, March 31, 2011

Não deixe o dia partir inultimente. Mantra da semana, do mês, para a vida

Limpeza emocional e guinadas importantes no campo afetivo. Assim dizem os astros
Eu preciso de muito mais que uma limpeza emoional. Preciso doar tudo que está entulhando minha vida. Criar espaço para o novo entrar. Esquecer pessoas. Conhecer outras. Traçar uma nova rota, seguir um novo caminho.
Acordar cedo deveria ser o primeiro passo. Fazer uma atividade física. Programar férias. Tirar fotos. Escrever mais. Viajar muito. Aprender francês. Aperfoiçoar o espanhol e o ingles. Nadar.
Comprar um ap. Já estou me tornando repetitiva. É necessario partir pra ação.

Wednesday, March 30, 2011

Os astros me dizem... mas eu ainda, até agora não tenho nada a declarar! Lá vai:
Comunicação e expressão são pontos fortes de hoje. Suas palavras terão mais eco, e também você será mensageiro de algo expressivo que pode tocar muitas mentes. Missão de paz, de esclarecimento. Crescimento espiritual. Compreensão acelerada.


Estou lendo coisas da vida. Cronicas. Martha Medeiros. Tambem o Harry Porte and the Philospher´s Stone. Tudo a ver, não?

Fora isso, me continuo me preocupando em como não deixar os dias partirem inutilmente.
Sem ter férias programadas, sem querer fazer muito sentido, hoje acordei com muito sono. Parece que meu plano de fazer exercicios antes de ir ao trabalho está longe, bem longe da realidade.

Tuesday, March 29, 2011

A vista é da hora



São Paulo, terça-feira, 29 de março de 2011
Minha árvore, minha vida

Com medo da violência contra os sem-teto, engraxate vive a 6 metros do chão, no alto de uma figueira-branca no centro de São Paulo, onde dorme, cozinha e namora

Arquitetos do mundo

Engraçado, tem lugares no mundo que a gente pensa que não vai estar nunca. Mas, na verdade, nunca se sabe.



Terminal do aeroporto de Barajas, em Madri, concebido pelo Richard Rogers Partnership e pelo Estudio Lamela


RICHARD ROGERS

FORMAÇÃO
Nasceu em Florença (Itália), em 1933.
Formou-se na Architectural Association, de Londres. Mestrado pela Universidade Yale.

PRINCIPAIS PROJETOS
Criou o Centro Pompidou, em Paris, em parceria com Renzo Piano. É responsável pela torre da Lloyd's, pelo Domo do Milênio e pelo terminal cinco do aeroporto de Heathrow, todos em Londres, e pelo terminal quatro do aeroporto Barajas, em Madri

PRÊMIOS
Em 2006, ganhou o Leão de Ouro da Bienal de Veneza. Em 2007, venceu o Pritzker e o Stirling

Monday, March 28, 2011

Recortes

Hoje não estou inspirada. Recortei do jornal um monte de sites que não tive tempo de visitar. Deixo aqui para momentos melhores. Enquanto isso, estou com dor dente. Não almoçei por conta de uma anestesia. Comi um Mac Fish que devia estar estragado. Não consigo desconto no remedio. Ontem uma gripe começou. 2 benegripes. Dormi mal. Hoje é segunda...
Ah, terminei de ler NON-STOP. Mas acho que vou ler de novo. Tem sempre algo bonitinho pra eu ficar meditantdo, não é mesmo?


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Para conferir - estilo on line.
O Fancy (thefancy.com) e o Svpply (svpply.com). Permite que os usuários adquiram ou sonhem com roupas, objetos de arte e "gadgets".

Caloriecount.about.com, para contar calorias do que você comeu

Redes sociais com temática de comida, como a Socialcooking.fr, para troca de receitas

Qualquer um pode dar upload numa imagem -a foto do seu gato, por exemplo- e fazer intervenções tecnológicas até transformá-la numa impressionante obra de arte
psykopaint.com

The Hobbit: Who Will Return?
Your guide to the Lord Of The Ring's returning characters..
http://www.empireonline.com/features/which-characters-will-return-in-the-hobbit/p1

Como foi seu dia em 24 de julho de 2010? O que você carregava nos bolsos? O que você amava? Do que você tinha medo naquela data?
Com essas quatro perguntas simples, o documentário "A Vida em um Dia" se propõe a uma tarefa difícil: retratar o que acontecia no mundo naquele sábado qualquer.

Friday, March 25, 2011

Impessoal - Coincidiu de hoje ser o meu dia de mendigo

Veja bem, ao menos o almoço serviu pra que eu me conscientizasse que o meu mais provável diagnóstico é : falta de foco.
Algo pra eu meditar. Porque deve ser mesmo isso. Eu já não sei o que quero e nem sei se quero ou por que quero. Como ter foco diante deste cenário.
Segundo ponto: solução bizarra pra resolver o "cara crachá, cara crachá... que s@%o!!
Bastava ser lei, passou no estágio probatório, tatua na mão o código do SIAPE. IH... parece gado. Alternativa: um chip.
KKK. Solução esdruxula. Mas é muita falta de humanidade vc só ser identificavel por um crachá. Eu odeio cracha e também abomino aquelas fotos de passaporte.

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Extra II . O rock do segurança
Gilberto Gil
O segurança me pediu o crachá
Eu disse: nada de crachá, meu chapa
Sou um escrachado, um extra achado
Num galpão abandonado, nada de crachá
Ié, uô, uô, ié
Sei que o senhor é pago pra suspeitar
Mas eu estou acima de qualquer suspeita
Em meu planeta todo o povo me respeita
Sou tratado assim como um paxá
Ié, uô, uô, ié
Essa aparência de um mero vagabundo
É mera coincidência
Deve-se ao fato de eu ter vindo
ao seu mundo com a incumbência
De andar a terra, saber por que o amor
Saber por que a guerra
Olhar a cara da pessoa comum e da pessoa rara
Um dia rico, um dia pobre, um dia no poder
Um dia chanceler, um dia sem comer
Coincidiu de hoje ser meu dia de mendigo
Meu amigo, se eu quisesse, eu entraria sem
você me ver, sem você me ver, sem você me ver
O tempo está passando muito depressa e parece que nada evolui.
Hoje de manhã meu sonho de consumo profissional era simplesmente não ter que ouvir aquela frase.. "crachazinho por favor". Nada mal seria uma vaga na garagem.
Depois de 20 mil anos, nem isso.
Ainda continuo com a cara lavada, como estagiária do 5 semestre.

Thursday, March 24, 2011

Cleopatra - Trailer



"Eu nunca planejei ter um monte de joias ou maridos. Para mim, a vida aconteceu, assim como acontece para todos. Eu fui muito sortuda ma minha vida que eu conheci o amor e, é claro, que eu sou a guardiã de coisas incríveis e lindas. Mas eu nunca me senti mais viva do que quando via meus filhos felizes com alguma coisa, ou quando vi um grande artista se apresentar, ou quando comecei a lutar contra a AIDS no mundo. Siga suas paixões, siga seu coração e as coisas que você precisa virão" Liz

Viajar é preciso

WEBSITE
Concierge
SITE www.concierge.com
Braço virtual da Condé Nast Traveller, traz diversos artigos, dicas sobre viagens e guias online.

APLICATIVO
China Guide - Financial Times
http://apps.ft.com/lbbt/china.html
Gratuito, traz um guia da China voltado para negócios do jornal "Financial Times".

Museu Virtual - Pra viajar na rede

Novo passeio via web do projeto Era Virtual: www.eravirtual.org - Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo (MG), onde o autor nasceu e passou parte da infância.