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Thursday, March 17, 2011

Cirque du Soleil's resident show "O" | "O" | Cirque du Soleil

Cirque du Soleil's resident show "O" | "O" | Cirque du Soleil

Flow is a documentary-style tribute to the artists of ‘O’ and a poetic immersion into the depths of this timeless production.

Flow features the artists of “O” expressing and exploring the intimacy we share with the four elements - fire, air, earth and water - while metaphorical musings of humanity’s presence on our blue planet are raised.



I´ve never taken too much attention to it. But now I am changing my mind.  I believe that I will like very much everything about le cirque. That is what I was afraid of. This video is beautiful. they deal must of the time in a water environment. But not only, beucause it is related to others elements as well: fire, air and earth.
It is the making of and I dare you to imagine how it really is. I just can´t...

Winner of the 2009 Prix Italia in the “Creativity In High Definition” category

Monday, March 14, 2011

A Lua vem da Ásia

 Gostei do espetáculo. Fez-me refletir sobre potencialidades. O ator errou o texto. Mas isso não foi problema. Sua dicção e a velocidade em que falava me surpreenderam. O texto mais ainda.
O melhor foi o videografismo?! Bom nem sabia que essa palavra existia. Mas apreciei as nuvens ainda que a música me tenha causado tristeza.  Abaixo, alguns trechos.



Resumo
A lua vem da Ásia, cuja primeira edição é de 1956, é a narrativa conduzida por um louco, de início interno em um hospital psiquiátrico, e a seguir evadido, perambulando pelas ruas de cidades tão imaginárias quanto todo o universo em que vive seu narrador de nome protéico, narrativa rigorosamente dentro da imaginação produtora do espaço ficcional. Campos de Carvalho (1916- 1998), seu autor – nome praticamente alijado, ou estranhamente subestimado da historiografia literária brasileira – , considerava esta novela sua primeira “produção adulta”, à qual viriam se juntar Vaca de nariz sutil (1961), A chuva imóvel (1963) e O púcaro búlgaro (1964).






“A Lua vem da Ásia” conta, em forma de diário, a trajetória de um ser incomum, pelas mais diversas geografias possíveis e impossíveis, em busca de um entendimento e justificativa perante a vida (e a morte), desafiando com muita ironia a lógica deste mundo, como mostra um trecho da obra:

Quando em 1934 atravessei sozinho o deserto de Iguidi, tendo por única companhia um casal de borboletas, ocorreu-me a aventura mais surpreendente que pode ocorrer a um homem vivo ou morto, e que procurarei resumir em três linhas. Foi o caso que um dia despertei transformado em mulher e, nessa qualidade, fui pouco depois recrutado para o harém do sultão de Marrocos, onde servi como pude durante um ano e 14 dias”.

"...Tudo isso do meu passado eu conto para que se possa ter uma idéia exata da minha
situação.

Carta aberta ao Times denunciando sua situação – e a dos demais internos – de prisioneiro:
Embora de pijama, vejo-me obrigado a representar a VV. Exas. contra o abuso inominável de que vimos sendo vítimas, eu e outras pessoas igualmente respeitáveis, num campo de concentração dos muitos que devem existir por este mundo concentrado de hoje, e que não sei dizer se fica na Europa ou na Ásia ou mesmo na Polinésia, pois justamente este é o segredo maior que paira sobre as nossas cabeças, enquanto ainda as temos.
[...]
Mas o assunto desta, que coloco numa garrafa e jogo no cano de esgoto para que possa chegar até as mãos de VV. Exas., não é geográfico nem lingüístico, e sim estritamente moral e humano, como o foi o Sermão da Montanha, por exemplo, para só citar um exemplo famoso.

"Nosso caminho tem que ser como nosso esquife, único e individual, a menos naturalmente que prefiramos desintegrar-nos no ar, numa explosão de misticismo barato e de grande efeito, às barbas de Deus inexistente.

"Se não posso mudar o mundo, tampouco permitirei que o mundo me mude a mim, arrancando-me este câncer de mistérios e heresias que é toda a minha riqueza e que faz com que minha voz não seja apenas o grunhido de um porco, nem meu olhar apenas o olhar de um peixe dentro do aquário. (...) Aos que me chamem de bárbaro eu lhes respondo com uma barbaridade de légua e meia, e lanço-lhes à face o epíteto de sifilizados de que eles tanto parecem orgulhar-se, eles e seus antepassados barões,
condes e arcebispos."

Monday, February 21, 2011

www.abailarinadevermelho.blogspot.com

Simplesmente amei  a bailarina de vermelho. Bom saber que ela anda por aí... nao em bsb, mas por aí.





"Anticlássico: Uma Desconferência e o Enigma Vazio"
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Folha de São Paulo - 19 de fevereiro

Bailarina de Vermelho zomba de cacoetes acadêmicos em peça

Montagem de Alessandra Colasanti deu origem a blog e bloco de Carnaval

LUCAS NEVES
DE SÃO PAULO

A coisa em si é a não coisa.
A afirmação retumbante e oca serve de ponto de partida à palestra proferida pela protagonista da peça "Anticlássico: Uma Desconferência e o Enigma Vazio", que estreia hoje em São Paulo, depois de se desdobrar em blog, curta e até bloco de Carnaval durante as temporadas cariocas.
A articular um discurso que só empilha citações, paráfrases e cacoetes de oradores acadêmicos ("Vamos falar sobre isso a posteriori"; "Antes de responder à sua pergunta, eu faria outra") está a Bailarina de Vermelho.
Alforriada de um quadro de Edgar Degas, mas ainda trajando collant e tutu, ela vai de Walter Benjamin a Chet Baker, de Roland Barthes a Lacan num estica e puxa retórico delirante.
A personagem é uma criação de Alessandra Colasanti, 38, que também dirige e atua na montagem. "Me afasto desse universo acadêmico para apontar excessos."
A atriz é filha dos escritores Affonso Romano de Sant'Anna e Marina Colasanti e cresceu em uma casa com 20 mil livros em que ""Tom & Jerry" da TV ficavam colados no Descartes da estante".
Essa vizinhança que miscigenava cultura pop e gemas da intelectualidade ajudou a moldar a "dissidente" do impressionismo.
Como aprenderemos na peça, a Bailarina foi amiga de Monalisa, caiu nos braços da turma da Tropicália, foi disputada por Nijinski e Van Gogh e namorou John Cage. Ou seja: transitou com desenvoltura no "grand monde" da cultura dos últimos dois séculos.
Tudo isso para culminar na constatação que, a certa altura, ilumina o palavrório truncado da moça: "A lógica interna foi deportada. Os falantes tentam se fazer entender, mas tá difícil".

ANTICLÁSSICO
QUANDO estreia hoje; sáb., às 21h, e dom., às 18h; até 20/3
ONDE Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, tel. 3095-9400)
QUANTO de R$ 5 a R$ 20
CLASSIFICAÇÃO 14 anos