Friday, January 13, 2012

http://www.updateordie.com/2011/03/17/storytelling-e-transmidia-afinal-o-que-e-e-para-que-serve/

O QUE É STORYTELLING?

Storytelling pode ser definido de várias maneiras, mas a que importa nesse caso é que se trata de uma poderosa ferramenta para compartilhar conhecimento, utilizada pelo Homem muito antes do que qualquer mídia social. Para ser mais exato, há algo em torno de 30 a 100 mil anos, quando acredita-se que o Homo Sapiens Sapiens desenvolveu a linguagem.

Para entender essa ferramenta é preciso saber a diferença entre duas palavras da língua inglesa: “history” e “story”. A primeira está relacionado com fatos reais, como a queda do Império Romano ou alguma coisa que aconteceu na sua vida, rotina ou não. A segunda é uma estrutura narrativa, geralmente ligada à ficção, mas não necessariamente. Na língua portuguesa o correto é escrever “história” para ambos os casos, por isso, a partir de agora, entendam que sempre estarei me referindo à “story” ok?

Contar uma história é encadear eventos de maneira lógica, dentro de uma estrutura com certos padrões que, de forma muito resumida, são:
- Uma quebra de rotina. Histórias são sempre sobre eventos extraordinários. A não ser em “filmes de arte”, não há motivo para contar uma história sobre o cotidiano.
- Pelo menos um protagonista, que é o personagem com o qual as pessoas devem se identificar. Ele sempre deve estar buscando algo.
- Pelo menos um antagonista, que pode ser desde um super-vilão estereotipado até uma sociedade inteira, uma doença, o tempo etc. O importante é criar obstáculos para o protagonista.
- Conflito, ou seja, a tensão desse embate entre os elementos opostos. É isso que segura a atenção do público.
- Uma sequência de eventos com começo, meio e fim, passando por pelo menos um climax. O famoso “plot“, essencial para que a história faça sentido para as pessoas.

Por incrível que pareça essa estrutura narrativa é utilizada desde quando nossos ancentrais se sentavam em torno das fogueiras e contavam sobre caçadas. Dessa forma, além de entreter a tribo, eles conseguiam “viralizar” e perpetuar suas aventuras, onde estavam contidos conhecimentos necessários para sua sobrevivência, desde coisas práticas até expectativas da conduta dentro daquele grupo, passando por tentativas de explicar os mistérios da vida e do universo.

No melhor espírito “quem conta um conto aumenta um ponto”, essas histórias vão se modificando e daí nascem as mitologias, dando forma às culturas locais. Depois temos a invenção da literatura, teatro, cinema, quadrinhos, videogames e uma infinidade de meios e estilos cujos objetivos do ponto de vista da sociedade são exatamente os mesmo desde sempre.
tem frase que marcam.
e eu não me esqueço algumas que li há muito tempo...
por exemplo: " dizem que é nos momentos de crise que a gente cresce. E o que dizer do meu caso que já estou batendo no teto?!"

Não que eu esteja particularmente inspirada hoje, na verdade é bem mais cansaço.
Mais do mesmo. Falta de foco. E a concentração que não volta logo.
Também parece que o ano não começou.
E que tem sempre algo pra acontecer. Mas que não, não acontece.
'Acho que a base do sucesso em qualquer atividade está primeiro em se ter uma oportunidade, que geralmente aparece não porque você cria o momento, mas porque alguém chega e abre uma porta.' Ayrton Senna.
"
Ask yourself, ‘Why do I work?’  Do you work to fulfill your purpose, help others and create greatness in this world? Or are you on a constant selfish quest to be bigger, better, have more and be more? If you are on a quest to have and be more, you will get to your deathbed and realize that you wasted the best years of your life searching for the best years of your life. Don’t wait until it’s too late to realize that the happiness that you were always striving for has always been within and readily available to you. "

Thursday, January 12, 2012

desconforto. cansaço. decepção.
quando tudo isso se soma, é melhor procurar outros caminhos.

Monday, January 2, 2012

Lá vem 2012.

E o ano começa assim...
cheio de contas pra pagar: o condominio dobrou, o telefone triplicou.
O I phone não está funcionando  bem.
E o pneu do carro amanheceu furado...
Continua chovendo.


No mais, tudo em PAZ!!!
Agora é hora de começar a dieta,
De colocar as contas em dia,
De começar a estudar,
De pagar ao banco de sono as horinhas extras despertas.

Wednesday, November 30, 2011

Long time no see...

Que coisa mais interessante encontrei hoje na rede:
Trinta obras fundamentais para se entender o Brasil.

http://www.senado.gov.br/sf/senado/ilb/BrasildasLetras/index.html

Ah, mas perfeito seria se elas estivessem, todas, disponíveis... para  o I pad!

Wednesday, November 16, 2011

E se escrevesse todos os dias
E se meditasse


 Fotografasse....

Thursday, November 3, 2011

 não sou fã de jeito nenhum do macaco Simão. Mas hj, até que estava engraçado.
seguem as perolas

  É hoje! Aquele monte de falido reunido! Começou o G20! Aliás, Geme 20. Todo mundo gemendo. Ai, tô sem dinheiro! Acabou o euro! A situação tá grega! E presente de grego mudou de nome pra referendo grego. A Grécia vai deixar o mundo em ruínas! E eu sei como resolver a crise na Grécia: todos os países pagam aquele monte de relíquia que eles roubaram. Aquelas estátuas sem nariz e pau de fora!
E os ex-ricos e falidos serão recebidos pelo ex-rico Sarkozy. Em Cannes. Os que entraram pelo Cannes. Como diz o Mussum: entraram pelo Cannes! E Sarkozy tem cara e nome de remédio. Azia? Má digestão? Demissão? Tome um Sarkozy!
E todos vão pedir dinheiro emprestado pra Dilma! Século 20: o Brasil quer entrar para o Primeiro Mundo. Século 21: o Primeiro Mundo quer entrar para o Brasil.
Diz que a Dilma desceu em Cannes com duas placas penduradas no pescoço: não me chamem de tia e não tenho trocado. A Dilma tá com cara de máquina de fazer churrasco grego. Mondo Cannes! E adorei a charge do Nani com a agência de turismo: "Visite a Europa e conheça o nosso desemprego".
  E a Dilma comemorou os Finados: os seis ex-ministros! E um amigo meu passou o feriado na casa da sogra e disse que ela fez três tipos de comida: enlatada, congelada e queimada. Eu sou do tempo do arroz à grega!

Monday, October 31, 2011

The starting point of How Proust can change your Life is that a great novel can be nothing less than life-transforming. This is an unusual claim: our education system, while stressing that novels are highly worthwhile, rarely investigates why this is so. How Proust can change your Life takes Marcel Proust’s In Search of Lost Time as the basis for a sustained investigation into the power and significance of literature. Proust’s novel, almost a byword for obscurity and irrelevance, emerges as an invaluable source of insight into the workings of love, society, art and the meaning of existence.

The book reveals Proust’s thoughts on how to revive a relationship, choose a good doctor, enjoy a holiday, make friends and respond to insult. A vivid portrait of the eccentric yet deeply sympathetic author is built up out of extracts from his letters, essays and fiction and is combined with a commentary on the power of literature to change our lives. A self-help book like few others.

unusual delicacy

Friday, October 28, 2011


imagens de coisas fofinhas das férias....
estou seriamente desconfiada que eu vou acabar sozinha nessa historia toda.
metade do mundo quer fugir. a outra, pouco me importa.

Friday, October 21, 2011

Lady Shakespeare

"No ano em que a Associação Ossos do Ofício comemora seus 10 anos de existência, o Núcleo de Pesquisa Teatral – NPT da Associação apresenta o espetáculo LADY SHAKESPEARE, um recorte feminino, contemplando algumas das principais personagens de William Shakespeare. Amor, ciúmes, poder, ambição, loucura e morte giram a roda da fortuna e se confundem numa teia dramática na qual cada personagem corre atrás de sua paixão, apropriando-se de seu destino. São histórias cotidianas e arquetípicas, que fazem de Shakespeare o maior dramaturgo da história. Para esta montagem o Grupo optou por contemplar cinco grandes peças: MacBeth, Romeu e Julieta, Otelo, Noite de Reis e Hamlet, sob a ótica de: Lady MacBeth, Julieta, Desdemona, Viola e Ofélia. "




Adaptação do grupo para os originais de William Shakespeare. Direção Débora Aquino e Marcelo Alves, realização Núcleo de Pesquisa Teatral –NPT Ossos do Ofício. Com Daniela Vasconcelos, Hanna Reitsch, Giselle Ziviank,Leila Raquel Letícia Abadia e Tatiana Bittar.

A ideia era boa e eu pensei que gostaria muito mais.

Monday, October 17, 2011

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hhehe isso era de 1999, e eu só assiti ontem.
Release

Vozes Dissonantes

Patrocinado pela extinta Comissão Nacional para a Comemoração do V Centenário, o espetáculo fala sobre os rebeldes brasileiros que levantaram suas vozes contra ordens oficiais do país através desses cinco séculos de história. O espetáculo foi sugerido pelo presidente da então comissão,Embaixador Lauro Barbosa Moreira, que orientou muitas das leituras e temas para Denise, que teve inteira liberdade de montar sob seu ponto de vista, o espetáculo.

O novo presidente do Comitê Executivo, que substituiu a Comissão, não aprovou, nem apoiou o projeto. Pediu mesmo para não ser feito, dizendo que já tem tanta gente falando mal do Brasil porque mais. Mas Denise já estava envolvida com o espetáculo, com a causa, já havia sido patrocinada na montagem, e achou ainda mais questão de honra levá-lo ao público, mesmo contra o asssentimento do ministro do turismo que encomendou hino a uma dupla sertaneja e até o final recusou a liberar parcela para divulgação e promoção da peça. O Sesc assumiu e assim apresentou-o ao público brasileiro.

O espetáculo aborda expressões de filósofos, estetas, políticos, poetas, de figuras como Padre Antônio Vieira se manifestando contra a escravatura, passando por análise do papel de Tiradentes, manifestações de José Bonifácio, idéias de Milton Santos e outros que nos inspiram com sua coragem autoral a criação de novos rumos para uma sociedade ainda tão jovem e plena de futuro. Espetáculo otimista porque acredita na ação, e reflexivo porque vasculha nossas momentos libertários e as vozes que os promulgaram, sempre com vistas em proporcionar fortalecimento de atitudes responsáveis e de transformação.

CRITICA AS VOZES DISSONANTES DE DENISE STOKLOS

Há alguns dias atrás, depois de vários anos, fui ver Denise Stoklos, uma das figuras mais conhecidas do teatro brasileiro, fora do Brasil (nada menos que trinta e um países). Vi no camarim, por acaso, uma crítica saída há pouco em Nova York, de vinte e uma páginas, onde é minuciosamente estudada como atriz/autora/diretora e considerada um caso único no mundo.

O espetáculo aqui no SESC de Copacabana em arena, provocou a admiração e a emoção geral, com jovens que reivindicavam tal apresentação nos longínquos bairros em que moravam.

Nenhum momento de indiferença, porque ninguém fica indiferente diante de um texto, cuja função é ser pretexto de uma investigação através da dança, da música, da palavra, do corpo, daquilo que se é, do que vimos sendo nestes quinhentos anos, sob as inúmeras capas que nos obrigam a vestir desde o nascimento.

Quem eu sou, por trás daquilo que me obrigam a ser e que vou copiando com maestria num processo de despersonalização, desindividualização, desidentificação? Sobretudo na época em que só se pensa na globalização?

A expressão corporal de D.S. é impressionante, cada vez mais impressionante, de tal modo ela se movimenta em “acrobacias” e expressões faciais, chamando a atenção de forma irônica/brincalhona para todos os períodos de nossa formação histórica, lembrando Gregório, Vieira, Castro Alves, o índio, o negro, chegando aos dias atuais. Diga-se que o espetáculo começa com uma leitura de João Cabral.

Em prodigiosos exercícios de contração/descontração, expressão facial, uso das mãos que impressionam mais que um Marcel Marceau, apontando o caminho que pode conduzir ao desespero do não ser pela impossibilidade de entregar-se àquilo que se poderia ser: o dia-a-dia corrido, sem espaço para o diálogo, o amor, a realização pessoal.

Uma proposta que obriga a refletir sobre os valores que deixaram de ser os impostos pela contingência e se rehierarquizam a partir de dentro, a partir da auto-estima, que leva ao encontro com o outro.

O espectador atento é chamado a participar do que ocorre: esta a força da arte de Denise Stoklos.

Nenhuma intelectualização, apenas a palavra feita dança e corpo em movimento transformada em ato de amor real.

Denise acredita nisto, que pela arte se pode chegar a uma compreensão dos nossos conflitos, sem atribuir a “forças ocultas” nossa impossibilidade humana de viver em plenitude.

Nosso fracasso é a vitória da verdade sobre a não-verdade, do amor sobre a cólera, da união sobre a fragmentação.

Sua arte Poe o Brasil lado a lado com outros países, com a vantagem de apontar para a esperança, que renasce em cada um de nós, depois de revê-la.

Por Marly de Oliveira - Junho de 2000




Acho que estou nessa fase meio gray and green...

E, para visitar com mais calma: http://retrorenovation.com/pams-kitchen/


"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida." (Fernando Pessoa)